19.5.06

Inverno:Outono:Não importa:Saudade

17.5.06

Bluebell: Slow Motion Ballet

A 'onda' de independentes à qual nos referimos em uma postagem anterior está fazendo com que a 'grande mídia' abra espaços (as gravadoras, para variar, continuam atrasadas...).

Achei hoje, em algum lugar, uma nota falando que a MTV Brasil estaria dando início à venda de músicas pela Internet (nem sei se procede). Fui até o site para conferir e lá acabei achando algo muiiiiiito melhor, no link 'Banda Antes' - um programa dedicado a bandas e artistas independentes: Bluebell.

Bluebell é o 'nome artístico' da cantora paulista Bel Garcia que, pelo selo Super Reds, lançou, em 2005, "Slow Motion Ballet", seu disco de estréia. Quase todas as letras em inglês, num som que mistura (com bom gosto) diversas influências e estilos (do mais 'tosco' ao mais suave, do elétrico ao acústico), sem perder a identidade.

Pelo que pude 'garimpar' na web, hoje, encontrei 4 amostras do CD (em http://www.myspace.com/bluebellmusic). Resultado: encomendei o disco, pela web, mesmo. Confira. Vale à pena.

Até.

Poesia



Um pouco antes de 'preparar' a postagem abaixo, visitei o blog do poeta Ademir Bacca, onde encontrei essa mensagem ao lado.

Neruda, uma perene inspiração; poesia, uma perene experimentação da alma.

Saudade

15.5.06

Você leu a mensagem anterior? Então visite a Magnatune.com

Você se interessou pelo texto anterior? Você é músico, procurando (ainda e sempre) por um canal de divulgação? Você ainda não perdeu completamente a esperança (e a gente costuma mesmo ser beeeeeem teimoso) de que sobreviver sem uma gravadora pode ser possível? Enfim, você ainda 'tem fé' o bastante para procurar por alguma 'boa nova'? Então, vale a visita: http://www.magnatune.com

Não, eu não os conheço, logo, isso não é uma propaganda. Apenas visitei o site, porque li em algum lugar que eles não cobram licenciamento de músicas para podcasting, e, honestamente, achei muiiiiiito interessante. Além das idéias (que me fizeram escrever esse texto), de quebra, eles têm boa música.

Até mais.

Podcasting: mais um caminho para a 'boa luta'

Conforme divulgado em março, no site do Ministério da Cultura, estima-se que, em 2010, haverá cerca de 15 milhões de ouvintes de podcasts nos EUA. Ainda neste ano deve-se chegar a 3 milhões. O 'main business' já está de olho, é claro. As próprias gravadoras estão começando a perceber (ainda que lentamente, como de hábito) que pode ser interessante autorizar o uso de músicas suas, nessa 'nova mídia'. Ainda querem saber melhor, evidentemente, de que forma (recebendo pagamentos diretos ou utilizando-se do meio como ferramenta de divulgação) e quanto lucrarão com isso. Afinal, 'they're only in it for the money'...

No Brasil, no entanto, o assunto passa pelo ECAD... Para quem já leu um pouco sobre o tema, desnecessário descrever em detalhes o calvário. "As gravadoras ainda encaram os podcasts como uma ameaça; não entenderam que esta pode ser uma forma de divulgar o trabalho de seus artistas e lucrar com este tipo de veiculação", afirmou Olavo Pereira Oliveira, diretor de conteúdo da Podcasting Brasil, na notícia que dá base para este texto.

Continua em curso (ainda bem!) o 'inferno astral' das grandes gravadoras, mundo afora, com o crescimento maravilhosamente caótico do espaço ocupado pela música na Internet. Primeiro, tiveram de lidar com as trocas de arquivos (Napster, Kazaa, Limewire etc.) e, aos poucos, vão montando seus próprios sistemas de vendas de músicas online; agora, vêem nascer e crescer, de forma rápida e sólida, mais um 'mercado' que elas não dominam.

O mais curioso (delicioso), é que esse cenário nada mais representa do que a 'colheita' do plantio que elas mesmas realizaram, com tanta competência, ao longo dos anos.

Acabaram com os compactos, forçando os artistas a 'estourarem' todo um álbum para conseguir vendê-lo e, de outro lado, forçando os consumidores a adquirir o que não queriam, para ter acesso ao que queriam.

Em paralelo, fizeram do 'jabá' a regra de acesso à grande mídia (rádios e TVs), inflando os custos de divulgação de seus próprios produtos. Tudo bem, enquanto essa grande mídia foi a única forma de acesso à produção musical; um grande problema, num contexto como o atual, em que cada vez mais pessoas, em grande velocidade, começam a buscar alternativas à mesmice das programações das FMs, com horários lotados de publicidade, papo furado e 'jabás'.

Não defendo a pirataria como solução para esse estado de coisas. Concordo com a velha máxima segundo a qual 'quem trabalha de graça é relógio'. Não concordo é com o 'assalto legalizado' de que somos alvo em tantas situações, dentre as quais, comprando CDs por mais de R$30, R$40.

A 'boa luta' continua.

14.5.06

Do barulho excessivo ao silêncio ensurdecedor

Olá. Obrigado pela visita.

Em outro endereço (andrellsantos.blog.uol.com.br), publico textos mais relacionados à política e ao direito (principalmente do consumidor) - um espaço mais voltado aos temas que trabalho com meus alunos, na faculdade. Aqui, meu foco principal é a arte (música, em especial) - o que não me impede de observar a produção artística, suas possibilidades e limites, em especial, no Brasil, sob um prisma político, é claro!

Estou à caça de notícias e informações sobre o mundo da música na Internet. Textos que valham à pena, que mereçam gerar outros textos (essa, aliás, é a lógica da Web: o hipertexto).

Achei há pouco um texto interessante em codigolivre.podacastbrasil.com, de autoria de seu editor, Ricardo Macari : "A política apenas reflete a sociedade; se a sociedade está sem Ética, chafurdando no jeitinho, na lei de Gerson, natural que a politica também esteja."

Concordo. A ponto de achar que esse texto merece outro, que gere uma nova reflexão, a partir dele.

As notícias do planalto central assustam. Não porque sejam novas ou inesperadas; porque abrem brechas para (falsos) discursos moralizantes. Não surpreenderá se em breve começarmos a ouvir, nos mais diferentes círculos, que 'está faltando comando'. Já vimos esse filme - e o ingresso para aquela interminável sessão (que durou 21 anos!) ainda continua sendo pago, por todos nós, diariamente.

Blogs, podcasts, música independente proliferando como nunca. Idéias circulando. Vida. Nada disso cabe sob estrito 'comando'. A falta de ética, quando convenientemente distorcida por alguns, pode conduzir à impressão de falta de 'comando'. Onde houver 'comando' em excesso, não haverá espaço para nada disso. Só para o silêncio - e "paz, sem voz, não é paz; é medo".

Até uma próxima.